Donas de casa podem se aposentar pagando pouco ao INSS
Parish & Zenandro Advogados – www.pz.adv.br
Muitas pessoas ainda não sabem, mas donas de casa também podem garantir a aposentadoria e diversos benefícios previdenciários, mesmo sem exercer atividade remunerada. O que pouca gente conhece é a existência de uma modalidade de contribuição ao INSS com valor reduzido, criada especialmente para pessoas de baixa renda que dedicam seu tempo exclusivamente aos cuidados da casa e da família.
Atualmente, quem se enquadra como segurada facultativa de baixa renda pode contribuir com apenas 5% do salário mínimo. Em 2026, essa modalidade representa uma alternativa muito mais acessível do que o plano tradicional do INSS, permitindo que milhares de mulheres tenham acesso à proteção previdenciária por um custo menor.
Muitas donas de casa deixam de contribuir porque acreditam que o valor é alto ou simplesmente desconhecem esse direito. No entanto, o INSS oferece uma modalidade voltada justamente para pessoas de baixa renda que não possuem emprego formal e exercem exclusivamente as atividades do ambiente familiar.
Quem pode contribuir com a alíquota reduzida?
A contribuição de 5% do salário mínimo destina-se à dona de casa de baixa renda que não exerce atividade remunerada e integra uma família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Além disso, a renda familiar deve ser de até dois salários mínimos, e a segurada não pode possuir renda própria.
Ao cumprir esses requisitos, a contribuinte pode garantir acesso a importantes benefícios previdenciários, entre eles:
- Aposentadoria por idade;
- Auxílio por incapacidade temporária;
- Salário-maternidade;
- Pensão por morte para os dependentes;
- Auxílio-reclusão;
- Aposentadoria por incapacidade permanente, desde que cumpra os requisitos previstos em lei.
Como funciona a contribuição?
A segurada realiza a contribuição por meio da Guia da Previdência Social (GPS), utilizando o código específico destinado ao segurado facultativo de baixa renda.
Além disso, ela deve efetuar o pagamento mensalmente para manter a qualidade de segurada e preservar o direito aos benefícios previdenciários.
Muitas pessoas procuram o INSS apenas quando enfrentam problemas de saúde ou alcançam a idade para se aposentar. Entretanto, começar a contribuir o quanto antes reduz dificuldades no futuro e amplia a proteção previdenciária para toda a família.
Dona de casa pode se aposentar?
Sim. A dona de casa que contribui regularmente para o INSS pode conquistar a aposentadoria por idade, desde que cumpra os requisitos previstos na legislação previdenciária.
Após a Reforma da Previdência, as mulheres precisam completar 62 anos de idade e cumprir o tempo mínimo de contribuição exigido pelo INSS.
No entanto, é importante destacar que a contribuição com alíquota de 5% garante acesso aos benefícios previdenciários, mas não permite a aposentadoria por tempo de contribuição nem a emissão da Certidão de Tempo de Contribuição (CTC) para utilização em outros regimes previdenciários.
Atenção ao CadÚnico
Manter o CadÚnico atualizado faz toda a diferença para quem contribui como segurada facultativa de baixa renda.
Sempre que houver alteração na composição familiar, na renda ou em outras informações cadastrais, a segurada deve atualizar o cadastro. Caso contrário, o INSS poderá não reconhecer essa condição futuramente, o que pode gerar questionamentos sobre as contribuições realizadas.
Por isso, manter o CadÚnico em dia evita problemas e oferece mais segurança para o reconhecimento dos direitos previdenciários.
Planejamento previdenciário faz diferença
Embora a contribuição reduzida represente uma excelente alternativa para muitas famílias, cada situação exige uma análise individual.
Em alguns casos, contribuir em outra categoria pode aumentar o valor da futura aposentadoria ou ampliar os direitos previdenciários. Por esse motivo, o planejamento previdenciário ajuda a identificar a modalidade de contribuição mais adequada para cada realidade, permitindo que a dona de casa tome decisões mais seguras e construa uma proteção previdenciária alinhada aos seus objetivos de longo prazo.
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